3# Carta a quem gostarias de ser


Carta a quem eu gostaria de ser?
Não gosto disto, posso passar à frente?

-Olá desconhecido! Na verdade nem sei para quem estou a escrever.
És sorridente? Vives a vida como se não houvesse amanha e tiras proveito de tudo o que a vida te dá?
Saltas, gritas e ris até não teres fôlego?
Enfardas chocolate a toda a hora? Mas tens as medidas certas, um fofinho jeitoso umas maminhas boas e barriga nem vela?
Gostas de acordar cedo? E deitaste a horas decentes de te levantares as 6:20 da manha?
Raramente metes a peida no computador e só te dedicas aos estudos, na verdade eles são o teu único e verdadeiro amor?
Enfrentas os problemas como se eles não existissem?
Não sofres, não choras e quando choras é porque bateste com o dedo mendinho na esquina do móvel?

Voilá, és o feliz contemplado. Eu Nelma Filipa Almeida Reis, gostaria de ser tu!

2# Carta - Para os meus pais.


Vou suavizar o drama desta carta, e não vou dizer que sinto a tua falta, que em algum momento senti a tua ausência(...)
Até porque não é verdade, nunca senti a tua falta e em nenhum momento dei pela tua ausência. Não penso como seria a minha vida se fizesses parte do presente, e muito menos penso como seria se estivesses cá no futuro. E a palavra Pai nem cabe no meu tão pequeno dicionário, se calhar pelo simples facto de em todas as páginas a palavra MÃE ocupar a maioria do espaço que nele existe.
Por isso vou dirigir a carta a minha mãe.
A pessoa mais importante na minha vida, sem qualquer tipo de duvida. Sem ela nada era possível, sem ela nenhum problema era suportado. É ela que me ajuda, que nunca me deixa desamparada e sabe sempre o que fazer. Sabe sempre o que dizer, e a palavra dela torna-se como que num eufemismo, relata-me a verdade de uma maneira muito mais simples.
Não é só qualidades que ela tem, também ela quase que perfeita tem os seus defeitos.
Nem sempre me deixa fazer o que quero, nem sempre me diz que sim a tudo.
Refila por tudo e por nada, e nunca me deixa quando estou no computador.
Diz-me sempre que devia estudar mais, e que se continuar assim vou ser uma burrinha.
Como qualquer filha normal de 16 anos eu não me deixo ficar calada, respondo e surge sempre a discussão do costume. Que é logo esquecida quando ela se arrepende e me vem pedir desculpa, és tão querida mãe :). Gosto de quando pego no telemóvel dela e na lista encontro "Princesa".
Parece um bocado lamechas esta carta não parece? E eu sei que tu que estas a ler isto estas a pensar que só escrevo isto para ser bonito. Mas o que tu pensas na verdade a mim não me interessa.

Obrigada por todas as aventuras que em pequena vivemos juntas.
Obrigada por todas as manhas de mochila as costas íamos as duas para a praia.
Obrigada por todos os castelos de areia que fizeste ao meu lado. ( é verdade a minha mãe ainda hoje se mete com os pequenos e fica com eles a fazer castelos na areia à beira da agua )
Obrigada por todas as festas de anos que um dia me fizeste.
Obrigada por todas as peças de teatro que assististe na primária.
Obrigada por todas as noites passadas na feira popular.
Obrigada por todas as viagens que fizemos juntas. Eu tenho saudades deste tempo, ai volta por favor.
Obrigada por todos os mergulhos dados no poço do moinho, obrigada por afastares sempre aqueles malditos bicharocos para eu poder saltar :).
Obrigada por todo o esforço feito até hoje.
Obrigada por tudo o que o que me dás, e não dás.
Obrigada por discutires comigo.
Muito obrigada pela força do teu abraço.
Obrigada por brincares com os meus amigos, embora eles as vezes te prefiram a ti que a mim -.-
«Pessoal bora a praia amanha? R: Sim sim, leva a tua mãe :D»

És a melhor mãe do mundo, és a melhor pessoa do mundo e a que eu mais gosto. Não existe ninguém igual a ti. És pai e mãe, melhor que ninguém <3

Fica comigo, sempre! Isilda Reis.

1# Carta - Para o meu reflexo no espelho.




Olha, o que é que eu vou dizer ao meu reflexo? -.-
Olha amigo, já tomavas conta desse cabelinho que parece um fardo de palha, emagrecias uns kilinhos, deixavas de comer chocolate e essas borbulhonas desapareceriam.
Se andasses com óculos não terias esse tique estúpido de andar de olhos quase fechados.
Que se fosse eu a ti mudava de personalidade, que muitas das vezes é fraca, e te faz parecer um bocado burrinha e por vezes parva.